9 passos para a sua liberdade financeira (Parte 1)

Não é indispensável ser rico para ficar livre das preocupações com dinheiro – talvez baste que você aprenda a encará-lo de forma diferente.

INTRODUÇÃO

Por Laura Somoggi

O que você pensa sobre dinheiro? Se alguém lhe fizer essa pergunta, é muito provável que a primeira resposta que lhe ocorra seja: “Não tenho tanto quanto gostaria”. Ou: “Gostaria de não ter que me preocupar tanto com ele – ou com a falta dele”.

Cheque especial, cartão de crédito, dívidas vencendo… quem não daria tudo para passar a vida sem ter problemas como esses? A resposta para tais angústias, ao contrário do que se pensa, não é ter muito dinheiro.

Segundo a americana Suze Orman, autora do livro The 9 Steps to Financial Freedom (algo como “Os 9 Passos para a sua Liberdade Financeira”), da Crown Publishers, o quanto você tem de dinheiro é o que menos importa.

Para alguém se sentir livre, ou mais livre, no seu contato com questões de dinheiro, o essencial é perder o medo que em geral se tem em relação a ele. Para Suze Orman, isso só é possível se você, primeiro, entender o que o dinheiro significa realmente para você – ou, mais precisamente, qual o verdadeiro papel que ele deve ter na sua vida.

Em seu livro, a autora faz o que pouquíssimos conselheiros da área se lembram de fazer: analisa os fatores psicológicos e espirituais envolvidos na forma como vemos o dinheiro.

Veja Neste post os primeiros quatro passos que você deve dar para se sentir livre em relação ao dinheiro. E não deixe de acompanhar o site para ver os outros próximos 5 passos.

PASSO 1 – ANALISE O SEU PASSADO E VOCÊ ENCONTRARÁ A CHAVE DO FUTURO DAS SUAS FINANÇAS

Segundo Suze Orman, são as nossas primeiras experiências com dinheiro que determinam a forma como lidamos com ele hoje e os sentimentos que ele nos desperta – medo, prazer, ódio…

Tente se lembrar de quais foram as primeiras sensações que cédulas e moedas lhe causaram. Procure reconstruir em sua cabeça quando você começou a perceber que dinheiro podia ser fonte de prazer (como meio para se obter a posse imediata de sorvetes, álbuns de figurinhas, mesada) ou fonte de dor (como motivo de brigas entre os seus pais, ou como fator de desejos insatisfeitos).

Algumas perguntas podem lhe ajudar: qual é o melhor presente que você lembra ter ganho quando era criança? Seus amigos tinham coisas que você não tinha ou você se sentia mal por ter mais do que eles? Você ganhava dinheiro como prêmio por bom comportamento?

O objetivo de exercitar a memória é eliminar os seus bloqueios em relação ao dinheiro.

PASSO 2 – ENCARE SEUS MEDOS E CRIE NOVAS VERDADES

Na nossa cultura, é normal falar livremente sobre terapia, sobre problemas conjugais, até sobre intimidades. Mas não sobre dinheiro. Por quê?

As pessoas têm medo de encarar seus problemas financeiros – e, como têm medo, procuram esconder, dos outros e talvez até de si mesmos, suas realidades e seus sentimentos em relação a essas questões. Só que, quanto mais nos recusamos a enfrentá-las, mais elas crescem.

Devemos mudar de atitude. Assim como você listou suas primeiras experiências em relação ao dinheiro, coloque no papel quais são os seus medos. Alguns exemplos: medo de vir a ficar sem dinheiro para sustentar sua família, medo de não saber como resolver dúvidas em relação às suas finanças, medo de perder tudo o que você tem, medo de não conseguir saldar suas dívidas, e por aí vai.

Compare, agora, seus medos com as suas primeiras experiências com dinheiro. Você vê alguma conexão óbvia? Num primeiro momento ela pode não aparecer, mas, se você se der um tempo, segundo Suze Orman, ela aparecerá.

Você deve substituir seus medos por mensagens positivas como: “Eu tenho mais dinheiro do que preciso”, “Eu tenho o poder de colocar meu dinheiro em boas mãos” ou “Eu controlo as minhas finanças”. Escreva isso num papel todos os dias se for preciso. Faça isso até você acreditar que é verdade. Suze dá três regras para as suas novas verdades:

1) Faça uma frase curta, fácil de decorar.
2) Escreva a frase no presente (o futuro começa hoje).
3) Não coloque limites. Pense alto.

O essencial, nisso tudo, é que as pessoas consigam romper o relacionamento de dominação que o dinheiro estabeleceu sobre elas – porque permitiram que esse tipo de relacionamento se estabelecesse.

PASSO 3 – SEJA HONESTO COM VOCÊ MESMO

É hora de começar a colocar no papel todas as suas contas. A maioria das pessoas não tem a menor idéia desses números e sempre acha que gasta menos do que realmente gasta.

Os planejamentos – quando são feitos – não cobrem despesas eventuais ou aqueles gastos maiores, que ocorrem uma ou duas vezes por ano. Suze sugere que você liste todos os seus gastos nos últimos dois anos. Veja seus extratos de conta corrente, de cartão de crédito, toda e qualquer anotação. Organize em categorias (supermercado, roupas, educação, seguros etc.) e divida os gastos em cada uma delas por 24.

Só assim você vai realmente saber o seu gasto mensal médio. Faça a mesma coisa com a sua renda líquida (salário, renda de aluguel, rendimentos financeiros etc.), descontados os impostos. Mas só liste aquilo que você acredita que estará recebendo no próximo ano, no mínimo. Divida esse total por 12. Agora compare os dois valores mensais que você apurou: essa é a sua situação atual.

Se você gasta menos do que ganha, ótimo. Se não, é hora de arregaçar as mangas.

A melhor solução não é simplesmente cortar todos os gastos, mas gastar de forma diferente. Decida para onde você quer que o seu dinheiro vá. Fazer cortes drásticos é como fazer uma dieta radical – nunca funciona por muito tempo.

Em vez disso, corte 25 ou 30 reais por mês de suas categorias de gastos. Se você vai ao cinema cinco vezes por mês, comece a ir quatro. Sete jantares por mês? Reduza para seis. Sua qualidade de vida não vai mudar tanto, e as contas vão.

PASSO 4 – SEJA RESPONSÁVEL POR QUEM VOCÊ AMA

Isso significa deixar suas finanças organizadas e preparadas para sua família, caso você fique doente ou morra. Além da dor numa situação dessas, ninguém tem cabeça para colocar ordem no caos que você deixou.

Suze Orman afirma que deixar a situação em ordem para quem você ama já dá uma sensação de liberdade – na mente, no corpo e na alma. Mas, afinal, o que é estar preparado? É deixar todos os papéis ligados à sua vida financeira organizados, bem documentados e relacionados com clareza. E, óbvio, informar à sua família onde eles estão.

Outras providências: ter um seguro de vida adequado à sua idade e à sua renda (com auxílio-funeral, caso ache necessário) e ter um seguro-saúde familiar.

Se você tiver um financiamento imobiliário, certifique-se de que ele tem um seguro (se você morrer, a dívida será quitada). Se for autônomo, faça um seguro que lhe garanta certa renda, caso fique doente ou inválido.

E não se esqueça também de fazer um testamento. Mas só se você quiser dividir seus bens de outra forma que não a prevista na lei de sucessão natural. Mais do que deixar essa parte burocrática em ordem, é preciso estar aberto para falar sobre o que pode acontecer no caso da sua morte, para sentar com cada uma das pessoas envolvidas nisso e ouvir quais são os seus medos e dúvidas.

Uma lei básica para você conseguir sua liberdade financeira é: “Primeiro as pessoas, depois o dinheiro”.

Acompanhe nos próximos posts a continuação desses passos que ajudarão você a alcançar sua liberdade financeira.

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